Sexta-feira, Maio 25, 2012

SOOU O TIRO

O últimos dois dias produziram dois grandes acontecimentos políticos.

Primeiro: a Consulta que o Presidente da República fez, no dia 23/05/2012, aos membros do Conselho da Repúbçlica para se pronunciar sobre a data de 31 de Agosto para a realização das terceiras eleições em Angola, a que os conselheiros disseram sim.

Segundo: a convocação das eleições, ontem, para a da supra mencionada, dando assim, de forma oficial, o tiro de largada para a corrifa eleitoral. No mesmo dia, José Eduardo dos Santos orientou ainda o Ministro das Finanças a inscrever no OGE/2012 a rubrica orçamental que cubrirá as despesas eleitorais dos Partidos e Coligações legalmente constituídas que deverão receber em Kz o equivalente a Cem mil dólares.

Atendendo que foi dado, oficialmente, o tiro de largada, sabendo que algumas formações políticas tiveram uma preparação física permanente enquanto uns aproveitaram o defeso para descansar, resta-nos saber qual será o alinhamento no fim da corrida.

Aqui, o meu olhar particular vai mais para a 2ª, 3ª, 4ª e 5ª posições da grelha. Mesmo sabendo os que nem todos os adversários dormem à sombra da bananeira. Porém, Dizer que o Partido no poder revalida o título não seria uma utopia, tendo em conta os recursos ao seu dispor e a caminhadas permanentes que vem exercitando que, desta sorte, lhe ermitem estar em forma.
A Unita que nas primeiras eleiçoes, em 1992 ficou na segunda posição com 70 dos 220 deputados, conservou a posição, mas com menos pontos, apenas 17 dos 220 possíveis, observando uma subida do 3º classificado de 1992, o PRS, que também conservou a posição, entretanto já com mais três dos 5 deputados. A Fnla, embora se tivesse conseguido nas segundas eleições 3 deputados, nem por isso foi o 3º partido mais votando, tendo sido superada, em termos de votos totais, pela até então desconhecida Nova Democracia- União Eleitoral que cnseguiu 2 lugares.

Para esta eleição que será no sistema "paga um leva dois", ou seja um só boletim de voto para a eleição do Presidente/Governo e Deputados, teremos uma outra força que pelo peso politico dos seus líderes promete arregimentar algum eleitorado para a siua causa. Trata-se da CASA-CE, Coligação onde confluem nomes como Chivukuvuku (Ex Unita), Lindo Tito (ex-Prs) Alexandre André (Ex-Pajoca), Lizete, etc., todos eles considerados de "com ambições elevadíssimas para o exercício da mais alta magistratura" o que pode propiciar cisões pós-eleitorais quanto à tutela da CASA e que dará a possibilidade de ser cabeça-de-listade Deputados no pleito de 2017 e candidato presidencial.

Os proximos dias serão igyualmente de grande agitação junto da Comunicação Social. A cobertura mediática imparcial e com tempos equitativos será, com certeza, um dos temas e exigência dos "fundistas" poltícos.

Tudo quanto me vai chegando dos relatos mediáticos é que há uma exacerbada simpatia dos media, sobretudo publicos, em relação a CASA-CE que tem mais espaço nos noticiários do que os demais concorrentes da oposição, chegando mesmo a rivalizar o espaço mediático com o "Tout Puissant" MPLA. Será algo premeditado? Agosto e os meses/anos que se lhe seguirão responder-nos-á esta questão. Pois em meu modesto entender, embora a CASA tenha maiores possibilidades de instalar-se no "condomínio" Nacional (parlamento), também é das formações partidárias que me parecem mais frágeis a implosão, dada a composição dos seus inquilinos e das visiveis ambições pelo poder (interno) e supra-partidário.

Neste olhar, ainda que leviano, não é de pôr de parte o que pode acontecer com o "moribundo" PDP-ANA. Com um deputado eleito em 1992, o partido fundado pelo finado Mfulupinga não pôde eleger representante à Assembleia Nacional nas eleições de 2008 e foi por um fio mágico que se salvou da extinção obrigatória. Elegerá, desta vez, um deputado ou será o fim do partido "Firme como o nº 88, no dizer do seu actual presidente"?

Sexta-feira, Maio 18, 2012

JÁ LÁ VÃO SEIS ANOS

Comecei esta aventura ppor Catoca em Março de 2006 e já lá vão seis.
A medalha de Mérito e reconhecimento pelo trabalho prestado durante os primeiros cincos anos foi-me entregue pelo meu asistente administrativo (Elias Pinto).
Depois dos 2 anos na Educação (ensino de base oficial) e 9 anos na LAC, já ando nisso de patrões há 17 anos.
E, junto a toda essa "pequena" experiência a docência universitária na Universidade Lweji A N´Konde (ESPLS), cujo contrato, por Tempo Certo, acabei de assinar hoje mesmo.

Terça-feira, Maio 15, 2012

CONFESSO: "PEQUEI"

Fiquei admirado ao ver um agente da polícia a receber, desavergonhadamente, valores a um necessitado em plena Ho Chi Mim. E o corruptor era eu mesmo.

Fui fazer a inspecção técnica da minha "latinha i20". Desde as sete da manhã que aguardava pacientemente pela minha vez. Éramos uns cinquenta na fila. O meu espanto era que muitos nem sequer ficavam na fila e os seus "casos" eram imediatamente resolvidos. Procurei saber qual era o mecanismo e um avisado me soprou ao ouvido. Fui ter com o dito cujo inspector e prometi-lhe o mesmo que os outros estavam a fazer para que me atendesse e podesse ir à minha outra vida (trabalho).
O meu espanto foi ver que o homem nem teve pejo em receber, de forma aberta, o valor da corrupção, e foi em hasta pública...

Quarta-feira, Maio 02, 2012

A DUREZA DA TAXI-DEPENDENCIA

Se arrependimento matasse nem estaria a teclar estas memórias.

Arrependi-me de andar de taxi (os vulgos azuis e brancos de Luanda). Os motivos prendem-se com a falta de respeito dos cobradores em relação aos clientes/utentes, engarrafamentos, condução perigosa, cobranças arbitrárias, enchentes, mau-cheiro, etc. E hoje, não devia ser diferente. Se diferiu, foi para o piorio.

Sai de casa as 07h00, a caminho do Alvalade, em serviço. Como não tenho carro e a entidade a quem presto serviço também não tem como me recolher em casa e me devolver a família, não tenho tido outra solução que não passe pelo uso de trajes soft e meter-me à estrada com mochila às costas e aturar os taxistas e suas travessuras. Comecei por apanhar um candongueiro de Viana à Estalagem, ao preço de cem kwanzas. Seguiu-se outro troço da Estalagem ao Grafanil/Bar, por duzentos kwanzas. O cobrador do mesmo carro avisou que chegaria à FTU, por mais duzentos kwanzas, e postos na tabaqueira  acabaria por fazer outra chamada, desta para os congoleses (mercado), por mais duzentos kwanzas. Mas não era tudo: daqui (congoleses) tive de apanhar um outro carro que me levou ao Alvalade/Maianga, por mais trezentos kwanzas... Uff! Já se viu quanto o pobre e honesto trabalhador  paga em candongueiros para se chegar ao serviçoo?

E, de regresso, já com menos azáfama do que a registada no periodo da manhâ, tive de desembolsar outros quinhentos kwanzas, do Largo da independencia a Viana...

Se fizermos contas de quanto ganha um técnico e quanto gasta em candongueiros, veremos que mais de 50% do ordenado se dilui nas passagens... Algo está mal. Muito mal. É preciso melhorar a oferta de transportes públicos e fazê-los chegar até lá aonde apenas os azuis e brancos e kupapatas tomam conta da situação.

É preciso educar também os taxistas e pessoas que para eles trabalham. Foi vergonhoso ver e ouvir um jovem cobrador a faltar ao respeito a uma senhora de modos finos. E, pior ainda, foi ver o mesmo cobrador a lutar com um outro jovem passageiro por algo que nem teve pernas para ser considerado um desentendimento. Só mesmo a falta de educação e falta da noção de que está a fazer um negócio e, portanto, a trabalhar para o público que se faz transportar no seu Hiace, o levaram a protagonizar tão ediondas cenas.

Por outro lado, já que os taxis são colectivos, também não seria nenhum disparate se houvesse taxi para quem vai trabalhar limpo e outros para quem vai à pesca ou lavar carros na baixa, pois viajar misturados tem sido um sacrilégio.

- Estará aí a associação dos taxistas de Luanda para ver questões de higiene dos seus associados e comportamento cívico perante os clientes que permitem ter os fogões acesos?
- Estará aí a polícia económica para salvaguardar a questão dos preços praticados por estes aproveitadores?
- Estara ai o INADEC para ver os direitos dos clientes/consumidores desses serviços que são violados volta e meia?
- Quem defende o povo desses monstros sorvedores do dinheiro alheio?

Com esse andar levaremos séculos a sermos País!

Segunda-feira, Abril 23, 2012

DIÁRIO DA CHUVA

Choveu em Luanda.

Os agricultores estão alegres. Está, entretanto, dificílimo contactar os idosos. Estão  todos nas "hongas" a aproveitar o regadio natural e lançar sementes à terra.

Doutro lado, porém, só lamentos e "muxoxos" dos administradores da coisa pública. A chuva, o melhor fiscal d´obras, chegou. Está tudo à mostra. Faltam arruamentos por concluir, casas por construir, lixo por recolher, águas por drenar, enfim. Foi desfeita toda a maquilhagem e "a mulher enfeieceu".

Depois dos lamentos virão as desculpas de sempre. A falta de chuva que não deixa as barragens produzirem energia eléctrica, a mesma chuva que, quando cai, derruba os postes, cabos eléctricos e outros estragos que no dizer dos "dimixi" fazem com que não tenhamos, nunca, nem água canalizada nem energia eléctrica domiciliar.

Choveu em Luanda, mais uma vez e os resultados e desculpas estão à montra!

Quarta-feira, Abril 18, 2012

A MINHA RELAÇÃO CONFLITUOSA COM AS MOTOS

Por que me perseguem as motorizadas?

Em menos de nove meses, três foram os acidentes e incidentes com motorizadas. O primeiro aconteceu a 25 de Junho de 2011, em Luanda. Estava a atravessar a estrada. O agente regulador mandou parar o trânsito, mas lá vinha um guineense de Conacri, sem licença de condução nem passaporte, projectando-me contra uma viatura. Por pouco não fui dessa para melhor! Benevolente, embora tivesse retido a motorizada em minha casa, acabei por devolvê-la ao dono sem outras exigências ou denúncia à polícia.
A segunda foi na segunda semana de Janeiro de 2012. Dirigia-me ao Centro Integrado Zwo Lyetu, em Saurimo. Na passadeira, junto à escola do Kandembe, liguei o intemetente e parei o carro para deixar os alunos atravessarem a estrada. Distraído, como disse, um jovem que não possuia nenhum documento embateu contra a parte traseira da carrinha que eu conduzia, quebrando o stop. Por sorte, havia um polícia trânsito na cercania que rapidamente cuidou do assunto. Levamos a motorizada e o jovem à esquadra mas o polícia de transito de Saurimo não pôde responsabilizá-lo. Inicialmente o jovem comprometeu-se em ressarcir os danos provocados na carrinha, mas depopis de uma conversa entre o jovem e o agente que cuidava do caso (em língua nacional Cokwe) o assunto ficou  em águas de bacalhau. E o polícia subiu mesmo "à cátedra da sua petulância", aconselhando-me a levar o jovem (eu sozinho) à sua família para que se responsabilizassem dos danos... Foi todo o dia perdido na esquadra sem que me fosse passado um papel sequer a atestar que estive na esquadra por causa de um rapaz que embateu na carrinha.

A terceira foi a 16 de Abril. Saia da Faculdade para casa quando um rapaz montando uma motorizada, êbrio e em contra-mão, veio ao encontro da carrinha conduzida por mim. Dada a eminência do perigo imobilizei a carrinha mas, mesmo assim, o jovem, qual suicida, jogou-se frontalmente contra a Hilux, estatelando-se depois no asfalto, já sem noção do que se passava à volta. Mais uma vez havia um agente regulador de trânsito que rápidamente chamou reforço, evitando assim que a viatura fosse vandalizada, como é hábito destes povos. Levado o motard ao hospital, na companhia de dois polícias de viação e trânsito (21h30), fui depois  solicitado a passar pelo local do sinistro onde recolhemos a motorizada em direcção ao comando policial. Até aqui parecia tudo a correr bem, se não fosse a solicitação dos meus documentos pessoais e da viatura, passando eu de vítima a vilão. Foram horas de sofrimento. Pior seria se não tivesse recebido a visita de Adão Diogo e esposa e da jornalista Flávia Massua e irmã; Se não tivesse, do lado de fora da esquadra, o sempre presente Elias que se desdobrava em contactos; Se não tivesse o Zeca Fernandes a fazer outros contactos para minimizar a minha dor; Se não tivesse enviado um sms ao D.M. que no dia seguinte permitiu a devolução dos documentos... É que o polícia alegava, inicialmente, que era preciso acompanhar a evolução clínica do moto boy que na manhã do dia seguinte já andava com os próprios pés, para depois alegar que "o jovem não tem possibilidades e o chefe tem de o ajudar"! Ora essa. Ainda tentei concordar. Quem sem culpa sente a milímetros o cheiro nauseabundo da cadeia, quem fica misturado no quintal da polícia com pilha-galinhas e criminosos é capaz de aceitar uma proposta dessas para se ver livre da situação constrangedora. Mas, por sorte minha, quando me preparava para pedir dinheiro emprestado e "ajudar" o jovem ferido (via polícia), ligou-me o DM a saber da minha localização. Informei-o que estava na polícia porque ainda não me tinham devolvido os documentos, mesmo estando o jovem já fora do hospital. Desconheço as diligencias feitas pelo DM, mas só sei que aqueles que condicionavam a minha "soltura" ao pagamento de uma "coima" tinham já os lábios secos. Trocaram informações baixadas eventualmente pelo seu chefe e os documentos me foram devolvidos minutos depois. O dia já tinha mais de metade do seu tempo.

Mais do que esta narração dos três casos acidentais que tive envolvendo motorizadas, o prgunta que persiste é: por que razão as motas me perseguem?

Sexta-feira, Abril 13, 2012

O PERIGO DO "LUGAR COMUM"

Enquanto jornalista,
Intrigava-me, sempre que fosse a províncias, encontrar e reportar factos noticiáveis que aos olhos dos confrades locais não passavam de algo comum ou sem interesse jornalístico.

Pois, a repetição e o hábito fazem dos factos, mesmo anormais, lugares comuns ou factos normais. É isso que faz com que se desvie deles a nossa atenção que se dirige ao periférico, ou para o nada, fazendo com que na aparente ausência de factos dignos de atenção e registo, o nosso olhar se fixe na propaganda e no simplesmente lúdico.


A exemplo, temos o que mais incomoda em Luanda e em algumas outras cidades de Angola: falta de transportes públicos, grandes congestionamentos do trânsito, deficiente recolha de lixo e drenagem, elevados níveis de poeira, gritante falta de H2O e energia eléctrica, poluição sonora, vadiagem, promiscuidade, prostituição, bebedice, delinquência juvenil, desleixo e espírito "deixa andar" das autoridades policiais, transporte de pessoas em caixas de carrinhas e camiões, gente pendurada em entradas de comboios, venda em passeios e passagens superiores (pontes para peões), etc., assuntos que deveriam encher, de forma critica e pedagógica, as páginas dos nossos jornais e noticiários audiovisuais deixaram de neles fazer presença constante.
Do Kambwá

Por que será?
Tornaram-se lugares comuns. Os jornalistas coabitam todos os dias com eles. Os nossos corpos e mentes ganharam anti-corpos. Deixamos de sentir dor.
E, enquanto não despertamos, nos vamos contentando com assuntos periféricos como maratonas e danças que roçam a pornografia.

Terça-feira, Abril 03, 2012

MEMÓRIAS DA PAZ (10 anos depois)

Decorria o mês era Março de 2002. A missão que me fora incumbida pelo Director de informação da LAC-Luanda Antena Comrcial, Sr. José Rodrigues, era a de seguir ao Luena e reportar para o auditório da sintonia azul o que se estava a passar no terreno.
"Para o Luena já!"

Só que eram poucos os que lá podiam chegar. Voava-se pouco para o Moxico e as viagens de carro, nem pensar!

Quem mais para lá voava era o PAM- Progarma Alimentar Mundial com aviões ligeiros do tipo Beachcraft e cargueiros Antonov's.
E lembro-me, a propósito,duma anedota que de tanto o PAM fornecer milho aos carenciados angolanos no tempo da guerra, alguém ousou em perguntar a uma criança:
- Que planta dá o milho?
- É PAM, mano! - terá respondido um menino.

A minha ida ao Luena, capital do Moxico, aconteceu semanas depois da morte de Jonas Savimbi em combate. Objectivos: transmitir aos luandenses, ouvintes da LAC, que se passava no terreno, ou seja, as movimentações dos militares que procuravam a paz definitiva e a situação humanitária dos milhares de civias que saiam todos os dias das matas (os que estavam sob domínio da UNITA).

Embora tivesse feito antes deslocações em reportagens militares ( feitas em cenários de guerra presente ou recente), aquela foi a mais marcante. Não só pelo impacto que teve, mas também por ter sido quase um exclusivo para rádios privadas angolanas (a abordagem na Rádio Pública era muito formal e marcada por discursos selectos e oficiais). 
 
Edificio do Gov. Moxico
Lembro-me da dificuldade que havia em mandar "despachos" para Luanda. Havia apenas duas línhas telefónicas para ligações que fossem para fora do Luena. Enorme era a fila, e uma tentativa fracassada era suficiente para ser substitído por outra pessoa na cabine. E, pior ainda, porque havia sempre ao lado uma "toupeira" a escutar o que as pessoas diziam ao telefone. E foi nestas circuntâncias que depois de uma entrevista bem conseguida com um governante da província, minutos depois, fui abordado por agentes da polícia ligados à sede do Governo que me pediram para voltar ao local da entrevista, pois o chefe queria corrigir algumas coisas que dissera na entrevista. Perante a minha negação de que "estava a mandar o material para Luanda" os homens pediram-me então a K7 onde estavam gravadas várias entrevistas: a do governante em questão e outras feitas ao longo dos dias anteriores.
- Já mandei a entrevista toda em directo.
- Em directo quer dizer o quê?
- Quer dizer que as pessoas já ouviram e a minha direcção em Luanda já gravou o que o chefe disse.
- E assim vamos dizer o quê no chefe?
- Digam que não me viram ou que já mandei e não dá mais para recuar.

E lá se foram os homens. Até hoje fico sem saber se terão sido orientados pelo Governante ou se terá sido "meixeriquice" deles.

Domingo, Abril 01, 2012

DEZ PERGUNTAS AOS POLITICOS ANGOLANOS

1- Do pouco que sei e ouviu sobre a CASA do Abel Chivukuvuku, a formação assume-se como "um partido do centro. Um ponto de convergência entre os não radicais da esquerda (perdsonificada pelo Mpla) e da direita (personificada pela Unita). Haverá nestes dois partidos e outros periféricos tantos “vira Casaca” para encher a Casa de Abel?
2-      Das poucas passagens que retive até hoje de políticos da Unita uma delas foi do Paulo Lukamba” Gato” que ainda nos tempos do “aço quente”, numa entrevista sobre possíveis negociações com o governo, dizia que “A política é a arte do possível”. Quero aqui fazer uso desta tirada para questionar que possibilidade terá Abel Chivukuvuku para fazer casamentos que lhe venham a encher a casa e obter votos para chegar ao poder?
3-      Ouvi, em tempos Abílio Kamalata Numa, discursando em Benguela para seus militantes nos seguintes termos: “Se o regime ajudou a criar a casa então que case com ela e dê os seus militantes”. Até que ponto a casa afectará o MPLLA depois das deserções já criadas nas hostes do Galo Negro?
4-      E, atendendo que “a política é a arte do possível” Quererá o Partido tri-color (vermelho, preto e amarelo) buscar uma aliança com a CASA de Abel só para reduzir o Galo a “churrasco”? Pretenderá o aspirante a Presidente de Angola, Abel, aceitar um possível aceno do M que lhe pode inibir de chegar à Cidade Alta?
5-      Depois de casamentos e concubinatos já visíveis como os que unem MPLA/ND, MPLA/FNLA-NGONDA que outro(s) enlace(s) podem conhecer a nossa política nos poucos dias que faltam para o tiro de largada para as eleições?
6-      Quem dos contendores da FNLA (Ngonda e Kabango) levará a FNLA às eleições depois do que se vem passando na Assembleia Nacional e Comissão Nacional Eleitoral, onde Ngonda, apesar de ser o presidente de jure, não tem representante que lhe preste obediência?

7-      Depois de ter sobrevivido à extinção compulsiva face ao fracasso das últimas eleições em que não pôde eleger sequer um deputado, terá o PDP-ANA do finado Mfulupinga Landu Victor pernas para mais uma corrida?

8-       Quem esteve atento ao que se passou no Senegal, onde o velho Abdulaye Wade foi copiosamente derrotado na segunda volta depois de ter aparecido à frente da contagem da primeira volta, terá notado qual foi a estratégia da oposição daquele país. Unir-se em torno de um para mudar o status quo. Que cogitam os nossos actores políticos da oposição?

9-      Olhando para o M, que a meu ver vai muito bem na sua “preparação física” para a próxima "maratona", noto a ausência apenas dum assumido/declarado delfim para suceder/coadjuvar o Candidato Natural daquela formação. Até que ponto essa situação poderá ou não refrear/animar a tendência de voto para o “Glorioso”?

10-  Depois dum finca-pé entre oposição e Mpla sobre a indicação da presidente da CNE que condicionou, por outro lado, a indicação e tomada de posse dos representantes da UNITA PRS e FNLA à CNE, as últimas noticias (vindas do Parlamento e na voz de Emílio Homem à TPA) apontam para uma cedência ou desistência da oposição quanto ao finca-pé que vinham fazendo. Primeiro foi o Tristão da FNLA que decidiu retomar o seu assento na CNE onde ele e companheiros da “oposição radical” terão ficado sem ordenados (porque quem não trabalha para o povo não deve ganhar dinheiro do povo). Terá sido o não pagamento dos USD 10 mil de ordenado aos Comissários faltosos que forçou o regresso aos trabalhos?

Terça-feira, Março 20, 2012

PENA CAPITAL: VIVER NA CAPITAL

Sem energia regular, os meus amigos deixaram de reclamar. Atiraram a toalha ao tapete, como se diz na giria desportiva.

Sem água corrente, os meus amigos só falam em chamar sisternas mas essas tambeém estão algo raras.
Agua rara, como canta o Bonga.

Sem recolha exemplar do lixo, os meus amigos levam o lixo nos carros quando vão a cidade baixa trabalhar e, vezes há em que regressam com o lixo à casa, pois não encontram contentores ao longo da via...
Já sei foi o cuachar das rãs na lagoa próxima a minha casa. Agora são as moscas e mosquitos que procuram refúgio nos meus aposentos...
Nao será que viver em Luanda é o mesmo que cumprir uma pena? É uma pena que a nossa capital seja tudo isso de mau que se vive hoje...

Sexta-feira, Março 09, 2012

DO TEJO AO KWANZA: UMA PROPOSTA QUE VEM DE PORTUGAL

sinopse
"História de um jovem, que saiu do aconchego de sua mãe e partiu sozinho para Angola, atendendo ao chamamento dos irmãos que lá viviam. Teve os seus dissabores, as suas tristezas e alegrias. Foi lá que encontrou os seus primeiros amores, onde se fez homem e constituiu família. Viajou praticamente por todo país, pelo qual se encantou irremediavelmente. Pretende-se essencialmente, neste pequeno romance, mostrar a paixão que fica impregnada na alma de quem viveu em Angola. Jamais se esquecem os cheiros da terra vermelha e o pôr do sol."
Cais da Alma    -    € 10,00    + portes simples  =     € 11,00
ANGOLA, Do Tejo ao Kwanza    -    € 12,00 + portes simples  =  € 13,00
Estes preços referem-se a envio por correio normal e para Portugal e Ilhas, cuja transferência será feita para o meu NIB.
Se enviados à cobrança, acresce € 2,50.